A filha pródiga

A linda casa da minha infância na Rua Sinval de Sá era bem mais linda, vamos combinar, sem esse muro horroroso aí. Vou levar o Alan lá.

para a Ethelzinha

 

Tudo bem. Não posso dizer exatamente que minha alma canta, à medida que me aproximo de Belo Horizonte, no meu Gol preto, pela antiga BR-3 da minha infância onde tanta gente já correu e morreu. Mas cantando ou não, é o que estarei fazendo, com uma mistura caótica de sensações, daqui a exatamente duas semanas, quando volto à minha “terra natal” para uma aparição triunfal — pelo menos é o que esperamos todos — na Farra do POD da KBR.

Deixem eu começar explicando as “aspas”, não é mesmo? Embora me considere mineira e hoje em dia assim me declare por tradição e cacos literários, não nasci em Belo Horizonte como todo mundo sabe, mas em Tibérias, Israel — tem gente que até hoje pensa que sou estrangeira, embora me tenha sido facultado pela Constituição Brasileira o direito inalienável de opção de nacionalidade nata, sabem como é.

O caso é que cheguei à querida (ou malfadada, sei lá) Beagá com um ano e três meses de idade, vinda de Israel e ainda sem falar nem andar, e lá cresci com menos de um pé na mineiridade, isto é, sempre querendo dar o fora de lá.

O resto, aqui.

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