A maldição do zero à esquerda

poster_lg02Humor é tragédia mais tempo decorrido.

Mark Twain

 

 

Embora seja uma “empresária visionária” da área de tecnologia, devo confessar que nunca tive intimidade com o Twitter. Como autora, nunca entendi muito bem a proposta “criativa” de se expressar claramente em 140 caracteres, e como autora mineira não vejo graça nenhuma em perder o direito de me alongar no desenrolar caudaloso dos meus causos, sabem como é.

Mas na quinta à noite eu estava lendo uma entrevista de Jack Dorsey, fundador do “microblog”, e me maravilhei com a descrição do sujeito que entra no restaurante, tem imediatamente seu celular captado por algum sistema infalível e na hora de pagar a conta só precisa dizer seu nome ao garçom. Admirável mundo.

Vou contar pra vocês que em meus velhos tempos de corredora eu já tinha tido essa ideia incrível — é, faz muito tempo —, quando imaginava poder pagar a água e algo mais na orla do Leblon com apenas um toque do celular, que chatice ter que carregar a carteira… mas como sempre acontece, não fiz nada a respeito, apenas mandei uma mensagem para “o universo” et voilà, outra pessoa fazendo dinheiro com a minha genialidade e eu perdendo o que é meu por direito.

E não pude deixar de pensar — depois de uma semana de cão, um mês de cão, um trimestre inteiro de cão tentando lidar com as idiossincrasias do sistema bancário internacional, que nos últimos dias se intensificou além do que seria normal resultando numa  dor de cabeça fenomenal, literalmente — na confusão que daria todos esses celulares carregados com dados que não se entendem, mal interpretados num kafkiano labirinto de mensagens sem mensageiros racionais por trás.

Explico. Minha vida diária de empresária, embora micro e morando no mato e por isso mesmo propensa a “passar mico”, como escreveu um autor no outro dia — desculpem aí, não resisti —, tem me apresentado uns desafios impensáveis desde que se tornou nacional (porque quando era só global corria tudo muito bem). Imaginem vocês que uma grande empresa multinacional dessas aí, da qual não posso nem arranhar o nome, está me devendo um bom dinheiro há um bom tempo, e só esta semana elucidei o que havia por trás do “contratempo”.

O resto, aqui.

 

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