Agruras de um(a) editor(a)

Para Fernando

 

Agora que me livrei finalmente, parece, da síndrome de Lula que me acometeu nos últimos quatro meses de labuta — pronto, antes de terminar a primeira frase já estou garroteada por um travessão, minha síndrome de Lula se desenvolveu paralela à luta de Lula contra o câncer na garganta, e minha garganta por solidariedade apolítica se fechou, só começou meio que a relaxar agora, ontem, e à custa de doses diárias de um benzodiazepínico qualquer desses aí que o cardiologista me receitou, me relevou, digo, me deu relevância, apiedou-se de mim. Ok. Desisti do travessão. A história é muito comprida.

Ando querendo começar uma aventura narrativa com o título sugestivo de “Diário de Paris”, mas, bem, vocês sabem, tem sempre alguma coisa me impedindo, e já que estou tocando no assunto, a própria síndrome com letra minúscula me impediu que eu curtisse Paris como Paris merecia, isso eu não tinha contado ainda, já que eu, obviamente, estava tendo tudo o que conseguia merecer: um garrote na garganta, não importa onde estivesse nem que beleza pudesse me envolver. Imaginem.

 

O resto, aqui.

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