Alien ou Benjamim Button, mas sem Brad Pitt ou Sigourney Weaver para embelezar

Tem uma teoria aí que eu duvido que seja comprovada realmente, mas que parece ser generalizada, e que diz que o paciente de alzheimer não sofre, apenas “a família”. E tem outra muito pior que escutei esta semana de que o paciente de alzheimer está regredindo, segundo a qual minha mãe grita direto há 3 meses porque “faz manha” ou algo assim, porque está como um bebê de 2 anos; e que a fase final é o estágio fetal, algo assim como uma “síndrome de Benjamin Button” na vida real.

Pô. Peraí. A doença de alzheimer se deve ao beta-amiloide, uma gosma maldita que vai tomando conta do cérebro da pessoa que vai atrofiando, mais para Alien do que para Benjamin Button, vamos combinar, e nunca nenhum paciente nos estágios finais conseguiu se organizar para comunicar que isso dói, mas deve doer como o diabo. Imaginem. Aliás, até bem pouco tempo a doença só era diagnosticada com 100% de certeza depois que o paciente morria e seu cérebro era fatiado, ops, desculpem, analisado, para que se pudesse ver como estava tomado pela gosma.

O que sei é que cada vez que alguém toca na minha mãe ela grita. Se não está sedada no hospital, ela grita. Até se alguém fala no telefone perto dela, ela grita; não venham me dizer que ela não sente absolutamente nada. Que ela não “sabe” mais o que sente eu até aceito, mas essa de insensibilidade total como um vegetal não cola de jeito nenhum.

Desculpem.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *