Amor de lua

Tem uma coisa de Paris que ainda não contei pra vocês… bem, vamos combinar que com a honrosa e urgente exceção da Via Joyce — e mesmo assim deixando de fora os detalhes escabrosos, que oportunamente deverão aparecer —, ainda não contei nada de Paris.

Joyce, vocês sabem, além de gênio, era uma criatura insuportável, pobre Nora. Como se não bastassem seus hábitos instigantes, sua dedicação extenuante ao mundo delirante da própria mente que excluía quase tudo o mais, ainda brigava com problemas de saúde que eram bastante limitantes, isso, pra nem mencionar a falta de dinheiro crônica e ululante. E todo gênio se arroga o direito a um comportamento alienante, digo, que o aliena por pleno direito dos mais comuns entre os mortais, menos eu, claro, que sou um anjo de candura. Pobre Noga.

O resto, aqui.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *