Biografia ou autobiografia?

patchettgrealey

Ann Patchett carrega Lucy Grealy no colo. Literalmente.

Nem sei direito o que me trouxe até aqui e à sensação de presa das circunstâncias e da falta de organização, ah, sim, deve ter sido a lista de mais vendidos do New York Times, a eterna busca de uma justificativa para o gênero de literatura que pratico com regularidade e devoção, mesmo estando de férias, uma espécie de explicação para o fato de não ter até hoje recebido os lauréis que julgava merecidos, coisas do tipo. Daí à compra instantânea pelo Kindle foi um pulo, somado à fria neve acumulada lá fora (babem) e ao frio da gripe enregelando os pulmões cá dentro, et voilà, três dias mergulhada na leitura, vivendo la vida loca de Lucy Grealy, sobrevivente de câncer, ah, nunca ouviram falar?

Eu tampouco tinha ouvido, até agora há pouco. Talvez tenha sido, por outro lado, o título do livro de “crônicas” — aspas por conta do fato de crônica ser na verdade um gênero brasileiro, mas que descubro praticado onde quer que haja uma humanidade apta a praticá-lo — de Ann Patchett, detentora de vários prêmios e troféus, autora de quatro romances e incensada colunista de revistas como Atlantic Monthly, Vogue e Gourmet: Esta é a história de um casamento feliz, uma possibilidade que vem me intrigando há tempos (casamento feliz).

Resto, aqui.

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