Brasil, o país do…

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Parece estrangeiro, mas é da Editora Abril, mesmo, olha a arvorezinha: “How did the Brazilian prices go bananas?”

Ok. Podem colocar na conta da minha bipolaridade, mas estou com medo de que além de mim é o Brasil que está se provando um país bipolar de verdade: a gente vai se empolgando, achando que está tudo “molto legal“, quando…

Imaginem que eu estava nesta sexta no caixa da delicatessen, onde, claro, só compram as elites, e comentava os problemas do Brasil, essas pequenas coisas que vai indo irritam a gente. Por que, por exemplo, o maravilhoso iogurte artesanal que me acostumei a comprar em Itaipava — não só a comprar, mas, infelizmente, a comer, como se fosse um manjar — não só aumentou estupidamente de preço sem motivo, como também diminuiu chocantemente de qualidade? O creme de búfala, que era rico, consistente, quase como um chantilly, tornou-se de repente um líquido aguado, áspero, sempre a um passo de ser considerado rançoso. Um desgosto. E olhem que ainda insisto, continuo comprando, comendo e me convencendo de que nada mudou.

Pois é. Chegou-se ao meu lado uma senhora muito distinta, que procurava determinado paté de foie — lembrem-se, estamos falando da “grã-finagem”, como dizia o Ibrahim, uma gente desprezível e sem nenhuma consciência social —, e recebeu a informação de que a casa não o vendia mais, devido ao escorchante e ridículo aumento de preço e concomitante diminuição de conteúdo na embalagem.

“Ainda bem que estou de mudança para Miami”, ela desabafou.

Resto, aqui.

 

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