Cartas de (a)muro

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O livro bilíngue da EBP que me cativou será lançado em novembro, em Buenos Aires, no Seminário Haun (clique na imagem)

Para Mirta Zbrun

Pois é. Imaginem. Um livro pode mesmo mudar uma vida. Vou contar como foi.

Eu tinha essa visão, para mim estereotipada, de que a contribuição de Lacan para a psicanálise estava limitada ao ligeiramente absurdo “tempo lógico” para sessões de análise. Mais tarde entrei em contato com algumas teorizações sobre a mulher (evitei o termo “especulações”, percebam, tenho clientes a preservar) que me pareceram um pouco, hum, algo beirando o despropósito de querer transformar a “inveja do pênis” original em uma série de equações (matema)ticas que me davam como editora um trabalho danado, pois todos aqueles símbolos desgraçados deviam ser transformados em outro tipo de expressão para que o html dos ebooks os entendesse — algo do gênero “#&8295;”, sem as aspas, por favor —, uma aporrinhação legítima.

Pô. Peraí. Encostei. Embora seja atraente a ideia de que o gozo feminino não precisa de nada nem de ninguém a não ser de si mesmo, não me vejo reduzida a uma série matemática de vazios sexuais, no mínimo parciais, não-todos.

Não, não se assustem que não vou gastar o precioso tempo de um domingo, meu e de vocês, para discorrer sobre coisas da psicanálise que pouca gente entende e sem nenhum uso prático na vida de um ser humano normal, mesmo porque meu conhecimento sobre o assunto, como aliás sobre tudo o mais, pouco mais é que tangencial, sou uma diletante de carteirinha como todo mundo sabe. Joyce que o diga.

O resto, aqui.

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