Como se enturmar fazendo muita força

mooncronicaNão sei por que as pessoas pensam (sei lá se as pessoas pensam) que quando o tempo passa e a gente atinge aquela cútis de uva-passa (ui) muda a maneira interna de encarar nosso jeito de viver.

Uma amiga minha, recentemente, imaginem, comunicou ao mundo, digo, ao Facebook, que tinha ficado noiva. Já outra amiga minha, esta ainda na ala jovem, comentou que “acha lindo o amor na nossa idade”, mas, tudo bem, eu perdoo ela (ui de novo). Essa mesma amiga (a jovem) me consolou no outro dia quando eu disse que não ligava mais para certas coisas, o que ela interpretou como uma certa falta de apego à vida, tipo, “você ainda tem muita energia”, mas o que eu queria dizer é que quando eu já teria que estar me rendendo à aposentadoria, voilà, tenho trabalhado tanto nos últimos anos que já não tenho tempo nem para caminhar, que dirá malhar e puxar ferro como eu fazia e ainda fazem minhas contemporâneas na mesma academia, às voltas com corridas, dietas e otras cositas más mais radicais ainda.

(Apenas num raro parêntese de vaidade, que este não é o assunto desta crônica, expliquei à minha amiga que a única diferença entre as duas fases da mesma vida é que antes eu fazia tudo conforme o figurino, nada adiantava, e eu vivia incomodada, agora não faço nada, nada adianta e estou pouco ligando. Liberdade, nem tão tardia, e adeus a várias e inúteis ilusões. Oba.)

O resto, aqui.

 

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