Desapego emocional

300808-USAirways-N206UWPois é. Tudo depende da hora e do lugar. Por exemplo, um grilo perdido num apartamento do Leblon é sinal de sorte, mas “cantando” numa casa no meio do mato, é praga. Entenderam?

E assim chega finalmente o tão (a)guardado final de um ciclo: depois de quatro anos ralando, com um breve intervalo de 10 dias em Paris para os meus 60 anos, 10 dias bacanas, mas tensos, naquela época ainda com mamãe agonizando, a editora vai sair de férias, desta vez férias de verdade, 30 dias completos sem nem chegar perto de uma tela ou teclado, wishful thinking, tá bom. Mas vou dar o meu melhor.

Virão outros finais, alguns, desconfio, ainda insuspeitados. Um deles já planejado e sendo executado: o final de mais de um livro de crônicas, este, e só por isso já dá para ir me despedindo. Quando voltar a escrever, serei outra — um rio nunca é o mesmo embora corra sempre no mesmo lugar —, mesmo que nem de longe livre do vício de ser cronista.

São 9 anos de casamento, mas quanto a isso, espero que não seja um final, apenas alguma mudança conjugal, pois como está indo não está dando para aguentar. Francamente. Foi um ano difícil, em que trabalhei muito mais do que seria de suportar, mesmo considerado o meu ofício; e ao mesmo tempo larguei o marido pra lá, e para isso há sempre um preço a pagar. Nove anos é um ciclo, blablablá, mas voltarei pela primeira vez aos Estados Unidos, a St. Augustine, o local em que Alan e eu nos conhecemos ao vivo, será que isso quer dizer alguma coisa?

Resto, aqui.

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