Dois momentos de amargura literária (snif snif)

Momento um

Começam a aparecer no jornal as maravilhas de Paraty. Pergunto ao Alan, chateada:

— Por que você acha que não sou reconhecida pela mídia?

— Porque a editora é ainda pequena — ele responde.

— Não como editora, mas como autora.

— Por que você não vai lá, se hospeda num hotel e faz o seu discurso?

— Porque não quero. Quero ser convidada. Talvez ano que vem, quando estiver morrendo, magra como Steve Jobs.

Hum. Orgulho ferido sofre.

 

Momento dois

Sigo jornal afora e vejo as lindas fotos de gente na Rio +20, mais o bum, ops, bom humor (foi acidente de teclado mesmo) na coluna do Zuenir: “Não foi a cúpula do Rio, mas a cópula do Rio”.

Alan:

— O Brasil não é um país de escritores, mas de mulheres nuas.

Maktub.

 

Dois momentos de fraqueza moral, digo.

 

 

1 Response

  1. manuel funes says:

    “Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.”
    Clarice Lispector
    Eu lembro que:
    O cara que escreveu “O Mestre e a Margarida” nunca leu sua obra impressa.
    O que pensou ser insecto, morreu de tristeza.

    Pessoalmente acredito que escrevemos para não esquecer o que descobrimos em alguns lampejos de percepção fortuitos. Que o fazemos para alguns no futuro….

    Creio que ele sabia de que falava:

    Talvez haja apenas um pecado capital: a impaciência. Devido à impaciência, fomos expulsos do Paraíso; devido à impaciência, não podemos voltar.
    Franz Kafka

    Abraços. 😈

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