Dr. Hackenbush

Como se não me bastassem todos os perrengues por que passei nos últimos anos, ainda tive que aturar umas três semanas de cão, em estado de “suspensão animada”, depois que o “especialista” que consultei, por conta da minha histeria concentrada no gogó, me diagnosticou com suspeita de hepatite C — nem House, fala sério, que, felizmente, já se aposentou depois de perturbar por oito anos a nossa saúde mental com aquela mania invasiva de punção lombar.  Tá certo, no meu caso, a pedidos de uma amiga, vou dar um desconto: foi “excesso de zelo” por parte do doutor.

Senti meu corpo como um ser estranho, um outro que me odeia, à minha revelia maquinando dores além de qualquer controle, eu, que sempre me dera tão bem com ele e, portanto, não merecia. Senti na pele como se sentem as pessoas que estão realmente doentes, e não foi nada de bom, posso garantir. Alan também ficou muito preocupado, disse que “dançaria sobre a minha tumba” mas me beijou consternado quando eu respondi: “Duvido.”

O resto, aqui.

 

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