Em quanto de vida há esperança?

As últimas horas de Eva no hospital, tranquila, afinal. Foto Alan Sklar.

 

Para Fátima, uma segunda mãe

A primeira vez na vida em que vi uma pessoa morta eu já tinha 60 anos. Fiz questão. Achei que já era hora, um ato de consciência humana, de amadurecimento, despedida, de sensação de pertencimento, sei lá.

Nesta minha longa vida de cronista já escrevi cruamente (sob alguns protestos do público leitor) sobre o sexo e outros fatos da existência cotidiana que, por motivos além da minha compreensão racional — obviamente dessensibilizada por experiências vividas deste pudor rotineiro do qual os reveste a sociedade normal —, tornaram-se eventos proibidos, impedidos de entrar nas boas casas de famílias do ramo, do ramo do rubor, digo, um rubor que perdi justamente no exercício da normalidade (a)moral destes fatos habituais.

O resto, aqui.

2 Responses

  1. Sofia Avissar says:

    Noga,
    Minhas condolencias a voce e ao Eytan – Ouvi hoje sobre o falecimento da sua mae. Lembro que voce me escreveu ha’ alguns anos atras que ela estava num processo de desligamento da realidade. Espero que agora descansara’.
    Apesar de dezenas de anos que se passaram, tenho as imagens da Eva e do Abrahao muito vividas nas memorias da minha juventude.
    Um grande abrac,o,
    Sofia

  2. Noga Sklar says:

    Sofia, obrigada. Realmente fomos muito próximas, não é? A mamãe passou um duro pedaço, mas agora já são as boas lembranças. Bjs!

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