Hepper Bloomsday

Hoje é dia santo, pois é, mais um 16 de junho, data importante para os adoradores de Joyce como todos sabem.

A devoção a São Joyce só me dá alegria, inclusive a de ter escrito um livrinho sobre a nossa bíblia (para os leigos: o Ulysses), bem-sucedido (só na qualidade do texto, claro) apanhado de crônicas que vendeu quase tão pouco quanto o original que o inspirou, mas nem de longe tão famoso (ainda).

Não ligo. Para os verdadeiros adoradores de Joyce o primeiro mandamento é não sofrer, mas sim, pelo contrário, soterrar as misérias da vida sob um inteligente e espirituoso calhamaço de trocadilhos, nenhum deles infame e quase todos sutis demais para que um não devoto os entenda, a não ser, é claro, que uma Judas qualquer por aí resolva desvendá-los, esmiuçá-los tintim por tintim na tentativa de abrir de par em par as portas do nosso seleto clubinho de entendimento. Este primeiro mandamento revoga todos os outros, se é que vocês me entendem: leiam. Divirtam-se.

O resto, aqui.

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