Hi Lili, Hi Lo

A discreta Adriana, de quem eu não via nem foto há quase 40 anos, com seus filhos e seu marido em um "Gala do Brasil em Mônaco", via Hildegard Angel em maio de 2013

Et voilà, a discreta Adriana, de quem eu não via nem foto há quase 40 anos, com seu marido e seus filhos (uai, só três!) em um “Gala do Brasil em Mônaco”, via Hildegard Angel em maio de 2013 (Google)

Era uma vez uma humanidade onde para aspirar-se à eternidade eram necessárias três coisas, três sendo desde sempre o número da magia como todo mundo sabe: ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.

Pois é, vai-se o sentido, ficam as palavras meio perdidas. Hoje em dia, por artes da maldita tecnologia, já se sai da (discutível) privacidade de uma barriga com foto no Facebook e centenas de “likes”, como fez esta semana minha nova priminha Dalila, que já nasceu publicada, haja Sansão, mas o que é que estou dizendo, acabo de ver no mesmo Facebook o pezinho de um bebê ainda dentro da mãe, isso é que é sucesso social, vamos combinar. E o resguardo, onde terá ido parar?

Resguardo. Uma das muitas palavras que perderam seu sentido original, todos os seus sentidos originais, aliás. Privacidade virou palavrão, crime, caretice, no mínimo uma esquisitice.

O resto, aqui.

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *