Listas ilícitas

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O “saumon à l’orange” com os legumes roubados

Neste domingo, como todos sabem, e se não sabem vou logo dizendo, devo terminar a edição, conversão e subida dos dezessete livros (escrevi por extenso para impressioná-los mesmo, embora não esteja de acordo com o protocolo da língua, vocês entendem) que irão participar da Farra Flip em Paraty, daqui a, hum, dezessete dias, uau, salve a coincidência e a numerologia (não foi de propósito, juro!). E por isso eu já tinha decidido que não escreveria crônica, afinal de contas a virada em que me meti, e durante a qual verdadeiramente me exauri, não permite o usufruto de nenhum relato irônico.

Mas, vejam, o deus da crônica, ou muso, ou musa, não  me larga. Eis o que aconteceu.

Tivemos uma sexta fora de série, por dois motivos muito sérios. O primeiro, a virada a que já me referi, sendo o segundo o terceiro compromisso do Alan no consultório da dentista esta semana, é, pois é, fico virando até meia-noite mas tenho que arrumar um tempo pra servir de intérprete no dentista, fazer o quê.

A incrível Juliana Carvalho, endodontista de Itaipava que há coisa de uns oito meses salvou minha vida, até me perguntou se eu “mantinha o Alan num cárcere privado”, já que depois de oito anos — opa, coincidência de novo — ele ainda não passa de um singelo “não enche” em português. Faz sentido. Com o meu excesso de trabalho, praticamente o mantenho mesmo num cárcere solitário, coitado. Vai passar. Prometo. O que que a gente não faz por amor, não é mesmo?

Mas devo confessar que em todas as três consultas, enquanto estava a postos como tradutora-assistente de marido dolorido, estava por outro lado trabalhando sem parar no notebook que havia levado comigo. Não se sintam preteridos, portanto.

Pois por conta disso acabamos chegando bem tarde ao Hortomercado, tudo quase se acabando e as flores quase se esgotando no meu florista favorito, flores, hum, banal, diria Jacques Fux. Elementar, completaria Alyrio Cobra, nosso detetive favorito aqui na KBR.

 

Resto, aqui.

 

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