Maduro é um amor que não existe

Comecei o dia lendo a crônica de Martha Medeiros, é, eu leio a crônica da Martha Medeiros, mas não conto pra ninguém. Na de hoje ela fala como o amor maduro, segundo ela o das mulheres na nossa faixa da idade (devo ser mais velha um tiquinho), nunca é enfocado nos seriíssimos tratados sobre o amor, que enfocam apenas os jovens cujo amor é comercializado na sociedade com o fim de perpetuar a raça, ufa, como todos sabemos, que coisa esperta essa natureza, não? Fez o homem, único animal consciente da própria finitude, sentir prazer, um prazer físico, digo, do qual não consegue escapar se tudo funcionar, ao cumprir sua única obrigação no planeta: procriar.

Comento abaixo. Vamos lá:

1. Esse homem ou essa mulher já atravessou o melhor da vida: errado.

2. Chegou a hora de se divertir: errado.

3. Querem um amor descomplicado e sem amarras: ERRADO!

4. Não fazemos questão de endereço compartilhado (errado), nem de troca de alianças (errado), nem de juras de amor eterno (errado).

5. Estamos quites com nossa juventude e já gastamos as ilusões: errado.

6. Nos resta o melhor da vida (apenas meio errado, a contradição com o início pretendendo ser meio espirituosa, mas quem acha que a velhice é a melhor fase da vida ainda não chegou lá, francamente), sem discussões excessivas sobre moral, sem excesso de argumentação psicológica ou com qualquer lógica: nossa, completamente errado.

O mais engraçado é que ela trata o sexo na maturidade, que era originalmente o assunto da crônica e até mesmo o seu título, como ela deve achar que ele deve ser: ausente! Não há em todo o texto nem uma menção sequer.

Caramba! Comento com Alan e ele me responde com essa:

— E você acredita mesmo que é como a maioria das pessoas?

Quer saber como é o sexo e o amor na maturidade? Uma dica: leia Noga Sklar, hahaha.

Ah, e sobre o título da minha crônica, que quase repetia o erro da outra, e moral de toda história de amor: se for maduro, não é amor, pelo menos aquele amor de que a gente gosta, impregnado de paixão e gozo ou nem me interesso por essa chatice que nem amor é, talvez uma boa amizade entre um homem e uma mulher. E em se tratando de um homem na minha cama, tô fora. Entenderam?

 

 

 

 

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