Medo de voar

Vocês sabem, ou se não sabem fiquem sabendo: fiz uma listinha arretada de todas as coisas, bacanas ou nem tanto, que aconteceram em nossa antológica viagem a Paris, e a primeira delas teria que ser, sem escapatória nenhuma, o medo de avião.

É isso aí. Tenho medo de avião, preciso confessar. Mas reconheço que é um medo assim, atávico, sei lá, daqueles que basta o evento passar para a sensação se dispersar, como o medo da dor do parto, por exemplo, que, obviamente, nunca tive que enfrentar. Falo somente por ouvir falar. A visão do recém-nascido, assim como, mais ou menos, ouso comparar, a majestade da Notre-Dame em nossa janela parisiense, faz com que o medo desapareça sem deixar vestígios que o possam recordar. Nem é preciso “beber para esquecer”, ou, como lembra o Alan, eu nem preciso beber muito, sabem como é. Já esqueço por natureza, idade, DNA.

O resto, aqui.

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