Memórias de Pasárgada

para Haya Purisch

 

Eu tinha tanta coisa melhor pra contar, como, por exemplo, a descoberta de um canal inflamado pela nova dentista de Itaipava, mas, esperançosa, perguntei para o Alan:

— Então, você acha que tenho mesmo que escrever sobre a parte boa de Belo Horizonte, digo, de minha ida a Belo Horizonte?

— Bem, você prometeu aos seus leitores.

E promessa é dívida, como se dizia na Minas da minha infância, Deus é pai, não prega prego sem estopa e nem nos dá um fardo que a gente não possa carregar. Tá certo: uma infância que, como eu já disse em várias ocasiões, teve bastante amor pra me dar e nada de errado pra me cobrar, a não ser, é claro, o cerco fechado da Tradicional Família Judaico-Mineira, mas isso eu já deixei pra lá faz tempo, na Curva do Xuá (ou Xodó, sei lá, não lembro direito; o maldito local virou uma concessionária da Hyundai, de qualquer jeito).

O resto, aqui.

 

 

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