Meu espírito é um animal

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As pessoas inventam milagres para si mesmas, e inventam exatamente o que se espera delas.
P. D. Ouspensky, Fragmentos de um ensinamento desconhecido

Fala sério, se estivesse escrevendo esta crônica há mais de dez anos eu estaria mesmo falando sério. Eu costumava acreditar nesse tipo de coisa e pautar minha vida por todo tipo de “sinal”, sabem como é.

Pois na quarta-feira passada, aniversário do meu pai, um gavião pousou no meu gramado e ficou lá um bom tempo me encarando, seria ele? A alma encarnada dele voando ou um simples e aleatório corolário de nossa casa no mato?

Não seria a primeira vez. Há muitos anos, quando me envolvi profundamente com um “xamã urbano americano”, seja lá o que isso signifique, sempre em busca de um substituto impossível para o pai que perdera tão cedo — tive vários outros gurus antes de Jeff Bezos, entre eles o fluminense Mario Troncoso, que era possuído por um “Saint Germain”  de estola lilás nas espirituais sessões de segunda-feira —, acreditei certo dia que o urubu que pousou no parapeito de minha cobertura em São Conrado, no Rio de Janeiro, era uma visita dele. Urubu malandro, nem era doutor, mas fazia as vezes de.

O resto, aqui.

 

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