Meu nome é trabalho

kb+recom“É difícil fazer as pessoas de bem entenderem que trabalho é, em doses muito altas, um tóxico que pode levar à morte como qualquer um outro”, leio no texto de Carmem Dametto, nossa psiquiatra in house — controversa, como gostamos e precisamos —, minutos antes de concluir a virada na qual me enfiei esta semana sem ligar para mais nada nem para ninguém. Literalmente. Até da internet me despluguei.

Tudo bem. Concordo com ela. Tenho pagado o meu preço, marido meio largado, muito incomodado, eu mesma alienada de um mundo que costumava me gerar algum prazer nas horas de lazer, às vezes sinto uma falta danada de tudo isso, principalmente de alguns compromissos ligados à arte, concertos, exposições — cheguei a salivar no outro dia quando um amigo em São Paulo me contou, simplesmente, que estava indo a um festival de cinema  — mas, fazer o quê.

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