Meu vestido de bolinha vermelhinha

Bem, eu prometi. E embora meu coração — do qual às vezes até duvido que esteja ali, não a bomba de sangue, claro, que embora mal, ainda segue funcionando na correta pressão, mas aquele clássico desenhozinho vermelho que mais parece uma bundinha pra cima onde até hoje tem gente que acha que moram os mais humanos sentimentos; afinal de contas, venho desejando ardentemente, e ainda mais nestes últimos dias, que minha mãe se despeça deste mundo definitivamente — grite pra que eu escreva uma crônica, ou um livro inteiro — isso, se eu conseguir forças para tanto, claro — intitulado “Tudo o que você não quer saber sobre o Alzheimer mas as pessoas insistem em te contar” —, vou escrever sobre Farra, Paris e vestidos. Afinal de contas, a alegria urge: tô lançando meu oitavo livro nesta terça, todo mundo sabe, ainda por cima comemorativo (ou deplorativo, sei lá) dos meus 60 anos, e pela lógica simples de que quanto mais se pratica alguma atividade melhor nela se fica, deve ser o melhor de todos, portanto, preciso estar bonita (como se isso fosse passível), simpática e sorridente para a longa fila de leitores que quiserem me conhecer ao vivo. Estarei lá, bombando, com meu Sem essa, aranha, mesmo que mamãe esteja morrendo no hospital.

O resto, aqui, e, ó, espero vocês na Farra, hein? Na Travessa do Shopping Leblon, no Rio, às 19h00. Até lá.

 

 

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