Mico na mídia

Foto: Flavia Salvatore, Shopping Estação, Ary Delicatessen

Noga Sklar e Renata Fadel na Ary Delicatessen, Shopping Estação. Foto: Flávia Salvatore.

Vocês me desculpem, mas hoje já vou começar me repetindo, é o que tenho feito e já estou me exaurindo, ainda que me sinta obrigada pela total carência de divulgação a abusar de qualquer brechinha disponível, se é que vocês me entendem.

Mas a vocês, que privam da minha intimidade, devo confessar que preciso com a máxima urgência mudar de prioridade: não suporto mais me apresentar como a “pioneira brasileira dos ebooks”, francamente, um rótulo que já deu o que tinha que dar. Deste ano não há de passar.

Pra começar, me sinto estranha falando sobre isso porque, para mim, a existência de ebooks já não tem mais nada de novidade, virou coisa normal, um hábito banal, e insistir em qualquer ineditismo virtual é mais ou menos assim como se Shirley Temple, aos 90 anos, continuasse se aproveitando de seus cachinhos dourados, ridículo assim, ah, vocês não sabem quem é Shirley Temple? Tudo bem, eu também não sei o que é “mashup”, mas, acreditem, ainda sou líder no quesito “tecnologia”.

Então, é isso aí, passou da hora de virar o disco, mas como é que é? Virar? Disco? Tá bom, disco ainda vá lá — bolachas de vinil gravadas dos dois lados tiveram a sorte de se transformar em item de colecionador, algo que talvez um dia também aconteça com o “objeto livro”, um futuro fetiche de leitor —, mas Shirley Temple é uma péssima metáfora, quase tão ruim quanto “revelar fotografia” — no outro dia Alan me mandou por email os “melhores trocadilhos de todos os tempos”, incluindo aquele “tinha uma memória fotográfica que nunca foi revelada”, então tá.

O resto, aqui.

 

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