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Capa s/ Gari Melchers, óleo sobre tela, circa 1905. Greenville Museum of Art, SC, USA

Capa  KBR s/ Gari Melchers, óleo sobre tela, circa 1905. Greenville Museum of Art, SC, USA

Hoje em dia, para quem me conhece, pode até parecer inacreditável, mas por boa parte da minha (longa) vida fui profundamente espiritualista. E orgânica, vegetariana, alternativa e o escambau, como já contei.

Mamãe, de saudosa memória, me criticava ferozmente, quase tanto como eu hoje critico quem se ilude impunemente. Pra dizer a verdade, a família toda ficou para sempre com esse ranço de que “a Noga é meio maluquinha”, fazendo pouco de minha “fé” e tentando me convencer de que “a vida é bem mais simples (simplista) para quem crê”, sendo a crença uma espécie de muleta para cérebros meio capengas, se é que vocês me entendem, um rótulo que apesar de descascado grudou para sempre em mim. Na família, digo.

Hoje, infelizmente, sou forçada a concordar com os “velhos” que me massacravam, só não concordo, é claro, com o método e a ferocidade empregados, embora os entenda perfeitamente. Na minha família, só a razão importava. “Pobreza”, era o que eu achava. Minha tia sempre repetia, para meu desalento na época, que em sua impiedosa e radical opinião só o materialismo existia. Era tudo dinheiro.

Resto, aqui.

 

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