Na fossa

“Todos da casa, sem exceção, estavam esgotados. Havia [é Freud falando em primeira pessoa] me submetido às mais diferentes práticas médicas e vivido sentimentos recorrentes de humilhação”, leio no belo livro de Lúcio Marzagão sobre a morte de Freud que estou terminando de editar hoje, acrescentando ao texto as últimas fotos. Entendo perfeitamente o que ele quer dizer. De manhã, tinha recebido um telefonema da minha tia de Belô, a qual, comentando situações semelhantes que já tinha vivenciado em sua longeva vida, diz que entende também perfeitamente o que estou sentindo. Foi bom de ouvir, valeu, minha tia.

Não estou precisando de analista, eu acho. Se estivesse, apoio não me faltaria: não só passei os últimos 45 dias editando três livros diferentes de três diferentes psicanalistas freudianos, todos muito feras (na verdade quatro, porque o terceiro livro, coletivo, foi escrito a seis mãos sem incluir a autora do primeiro, hum, ficou meio confuso, ato falho, será que deu pra entender daí? quando os livros saírem vocês entenderão com certeza), como ainda consumi alguns minutos na tarde deste sábado editando a crônica da dublê de astróloga e psicanalista Rosângela Alvarenga, também autora da KBR, com o título sugestivo de “Psicanálise não é conversa”; e não é mesmo, algo que Fábio Belo, um dos três que citei logo aí em cima, já enfatizara no texto que eu havia lido. Ufa.

O resto, aqui.

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