O editor não tira férias

eu-stampsVocês sabem o que é um cansaço verdadeiro, que não passa com noites (mal)dormidas e um par de horas vagas às sextas-feiras, ocupadas com as compras caseiras?

Eu, sim. O ano já vai caminhando para o fim, enquanto eu, me envergonho em admitir, se dei três caminhadas ao longo do ano inteiro foi muito, embora tenha jurado ainda em fevereiro, quando Alan estava de férias conjugais nos Estados Unidos, que voltaria em breve a fazê-lo todo dia.

Já fui malhadora, acreditem, corria e puxava ferro três horas por dia, sete dias por semana: malhador compulsivo tampouco tira férias, sabem como é. E se alguém me oferecesse aquele trabalho maravilhoso, mas cujo expediente começaria antes das dez da manhã, eu com certeza recusaria. Em primeiro lugar vinha sempre a academia, é, plus ça change plus c’est la même chose.

Esta semana fui ao Rio com a Flávia, e em meio às horas tão  irritantes quanto inevitáveis de trânsito paralisado (tá certo, mudei de adjetivo só para evitar a rima), por excesso de assunto no carro eu comentava com ela — que não acredita em mim, é claro, pois para acreditar é preciso provar — como todas essas exigências de saúde que já cumpri um dia — o trinômio “malhar, comer tudo integral e beber quatro litros de água por dia”, por exemplo — não passa de um jeito de outras pessoas ganharem dinheiro com a nossa ansiedade de ficar de bem com a vida.

O resto, aqui.

 

 

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