O “game” empata a vida

facesuspeitoTudo bem. Parece mesmo impossível, num mundo onde amor em família tornou-se uma coisa pouco crível, que um garoto de 12 ou 13 anos tenha matado a família e ido à escola… antes de se matar também. Dá pra entender o choque cultural, familiar e pessoal, deve ser por isso que estão pipocando por aí reportagens e declarações negando tudo, depoimentos de familiares dizendo que é tudo um complô da polícia, queima de arquivo etc. e tal. Taí uma questão crucial: o que é e o que não é invenção da imprensa e do corpo policial? Pior, do mundo virtual?

Fiquei chocada também, mas não seria o primeiro caso, nem aqui nem… nos Estados Unidos, onde adolescente que mata e se mata é quase fato corriqueiro, nem chama tanto a atenção como uma monstruosidade que escapa a qualquer descrição, sabem como é. Argh.

O caso é que enquanto ouvi falar en passant na ocorrência da vida real — como vocês sabem, tenho trabalhado tanto e vivo tão mergulhada na ficção que no meu cotidiano as coisas praticamente se invertem — eu estava lidando de forma muito concreta e real com um capítulo chocante do livro que acabei de concluir — o impactante Crises e Travessias de Olga Ruiz Correa, doutora, reconhecida autoridade, digo, em grupoanálise para famílias e casais… que enfrentam crises e travessias vitais — e será lançado no final de agosto num simpósio na USP.

Resto, aqui.

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