O incrível cérebro que se consome

eatingbrainTá certo. Vocês podem até pensar que já venho de novo com aquela arenga sobre os efeitos deletérios de envelhecer e blablablá, vamos combinar que estou numa fase difícil, algo dentro de mim teima em borbulhar procurando um buraco pra brotar, e Alan não deixa por menos, fica o dia inteiro me chateando, dizendo que devo me preparar, que a gente muda na velhice, perde as chaves, o cérebro encolhe, a gente tropeça e cai com frequência, repete e esquece as coisas, esquisitices que só acontecem com os outros, claro. Sai pra lá.

Mas não é nada disso que eu quero contar, embora seja um pouco isso, já que vivo assombrada e perseguida pela genética possibilidade de meu cérebro definhar muito antes de o corpo terminar, um pesadelo, um tormento — pouco provável, aliás, considerando a enorme quantidade de novas sinapses que sou forçada a formar devido à camaleônica vida de editora digital, ufa, sabem como é: devo constantemente me reinventar para não me deixar eliminar, e estou num momento desses de me descascar sem saber muito bem pra onde me virar. É de amargar.

O resto, aqui.

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