O Livro da Vida Eterna

E finalmente é domingo depois de cinco dias expectorando, naturalmente um domingo encravado entre os “dias terríveis” para os judeus, sei lá, o rabino deu um nome mais suave para esses “terríveis” aí, dias graves ou coisa assim, não lembro qual, norá, noraim.

O certo é que de uns tempos pra cá, muito embora não pratique mais nenhuma religião, nem acredite na autoridade do síndico de nenhuma delas, não consigo deixar de ressaltar a qualidade meditativa destes dez dias de reflexão, ui, muda a crença mas não muda a memória viral, a cultura ritual encravada a fundo no corpo mental.

Este ano eu nem pretendia escrever sobre nada disso, garanto. Alan foi logo sugerindo o “ebook da vida” para título da crônica, mas essa jogada eu já fiz no ano passado (todo mundo sabe como é difícil se manter  por muito tempo no alto da genialidade, e por isso o Kindle original, por exemplo, continua imbatível), e embora o mercado ainda esteja nos devendo, graças à… bem, felizmente não mais por muito tempo, como todos verão em breve — pitonisa, eu —, neste domingo de reflexão não estou para brincadeira: é um momento para memórias tristes, digo, para limpar as minhas memórias tristes, e a minha gripe não nega a brabeira.

O resto, aqui.

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