O novo herói americano (só uma olhadinha)

alan e filho

Eu confiaria a minha vida ao belo rapaz ao meu lado, ao volante da decadente caminhonete, “dirigindo pela floresta” (gole de vodka).

Alan ficou dormindo em casa.

Alguém aí já “dirigiu pela floresta”? São estradas temporárias, estreitas, muitas vezes sutis, engolidas eventualmente pela “floresta temperada de chuva”. Muitas aspas num mundo completamente estranho para mim.

Meu filho, aparentemente (não perguntei, não estava preparada para discutir a resposta), coleciona armas, de não sei que calibre àquele outro calibre que não conheço tampouco. Está preparado para “whatever”, “whatever” significando de um urso na mata a uma invasão da América pelos chineses.

Alan assim explica a quantidade de garrafas de água sob a pia da casa pré-fabricada (ataque, invasão), mas, peraí, descubro nesta madrugada que se trata apenas de uma provisão para o caso de a água nos canos congelar no frio da madrugada.

Grande garoto (gole de vodka). Grande soldado. Grande amante (apenas imagino).

É a primeira vez, acreditem, que interajo com ele de verdade. Tem 25 anos de idade. Quando o conheci, há 5 anos, agimos como estranhos, mas agora, por alguma razão, somos mãe e filho, sou sua “madre” — meio mexicana, talvez (gole de vodka) —, cozinho para ele, nos aventuramos juntos pela floresta, recebo um beijo no rosto quanto ele sai de manhã para trabalhar. Uau.

Resto, aqui.

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