Sexta-feira negra

PC_Richards_preCyber_Monday_deals_2013Vocês eu não sei, mas desde que aprendi a falar português, four scores and seven years ago mais ou menos, com a óbvia exceção destes nossos irritantes últimos anos politicamente corretos, a expressão “qualquer coisa negra” significava depressão na certa, problema, desalento, no ambiente de negócios estar sob tensa pressão, em suma, opressão acachapante por todos os lados que se olhe.

Tive uma semana negra.

Começou com um atraso ainda não consumado na antecipada reunião do “sinal”, tensão sensacional, uma hora inteira nós lá sentados, conferi, ocorrência rara até para corretores (de) imóveis: o comprador amarelou, recuou, mas pouco depois se confrontou com a negra possibilidade de anos a fio ao lado da doce futura esposa, dos estabanados futuros filhos, dos lucros futuros, tudo isso sem usufruir de preciosas horas de calmo lazer consumidas no prazer da sagrada montanha em frente e seus rosados repentes, ufa. Enfim, não suportou, ainda não descobri se o privilégio de ter toda para si a nossa linda casa no Vale a partir do ano que vem — ser feliz não é para qualquer um, sabem como é — ou o pânico de perdê-la para alguém mais afortunado, digo, com mais dinheiro, e por isso voltou a ligar ontem à tarde, ciclo completado.

O resto, aqui.

 

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