Só os amantes restarão vivos

O neovampiresco Jim Jarmush

O neovampiresco Jim Jarmush

Em nosso último dia de Paris me deparo com o pedido de apoio do carioca Grupo Estação, ameaçado de fechar por má administração. Tudo bem. O Grupo merece um apoio governamental, principalmente em termos de uma era em que a grande tela está em declínio  cultural, algo que tende a piorar com os novos gadgets, sites e mil e uma maneiras de se assistir a um filme que inevitavelmente chegarão ao Brasil em breve, quando forem levantadas as objeções à globalização do direito autoral — como, por exemplo, a loja de vídeos da Amazon, que já oferece, entre outros novíssimos (fui avisada por email), o atualíssimo “Clube de Compras Dallas”, que ainda nem estreou por aí.

Eu também tenho minha história passada no Estação (é o que eles estão pedindo para a gente divulgar no Facebook). Sim. Fui cinéfila de carteirinha, e essa atividade passava obrigatoriamente, claro, pelos cineminhas de Botafogo, dos dois lados da Voluntários da Pátria, será que o endereço significa alguma coisa?

Falar nisso, vendo um filme ontem à noite descobri que uma frase que eu atribuía a Joyce (é até nome de um capítulo do Santa Molly) é na verdade de Shakespeare, digo, é Joyce citando Shakespeare: “What is in a name?”[1] Definitivamente, a psique moderna passa pelo cinema (e me permito extrapolar… pela literatura, wishful thinking, tá bom).

Resto, aqui.

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