Tief in drerd arain

Meu novo livro vem aí. Deve sair até o final de março. Oba.

Meu novo livro vem aí. Deve sair até o final de março. Oba.

Na minha carreira de autora que já vai ficando vasta, contra qualquer prognóstico, por mais otimista que eu ousasse ser — vamos combinar que escrevi em algum lugar, sei lá onde, já me perdi, que do mato onde me meti quando escrevi sem graus de separação não sairia mais cachorro nenhum… —, sempre me pautei por apenas dois ou três princípios, o resto beirando o precipício, vamos lá:

1. Não ocultar nada e optar pela transparência total, decisão muito bem representada neste novo livro que ora termina (embora os leitores não saibam que estão acompanhando um novo livro a cada domingo e blablablá), sorry, pelo infame neologismo do título, Autorradiografia (ser infame é o que interessa, o resto é chato à beça).

2. De todo o rotineiro emaranhado autoconfessiográfico, publicar apenas aquilo que julgo ter valor para outras pessoas, uma ou duas, pelo menos, você que me lê… e a Ivete, minha faxineira.

3. Nunca, jamais, por medo algum, deixar de ir fundo, cavoucar fundo o fel e a ferida, tief tief in drerd arain — que no iídiche de vovó significa “pro inferno”, mas, literalmente, “fundo fundo pra dentro da terra”.

E por que escrever sobre isso agora?

O resto, aqui.

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