Uma proposta modesta*


Não devemos glamorizar a violência.

Ken Loach

 

Vou contar pra vocês que nestes intensos quase 3 anos como editora, como dá pra imaginar, li tudo quanto é tipo de livro, assunto e estilo. A todos dispenso o mesmo carinho, embora, é claro, como leitora me identifique mais com uns do que com outros. Normal. Até com filho é assim. Confessar ninguém confessa, mas sempre sobra uma preferenciazinha, ou por vantagem ou por outro motivo mais comezinho, um trauma compartilhado, por exemplo. Mas nunca até hoje eu tinha ficado doente por conta de editar um livro.

O título era perfeito, eu ri por gosto quando o recebi: “Vai aí meu romance perfeito”. Oba, pensei. Por esse vou passar batido, embora com a prática desconfie de afirmações de autores autoelogiosas como essa. Por causa da risada, motivada, aceitei editar.

Não era nada disso, claro. Perfeito, ah, como eu já disse aí em cima, era apenas parte do nome dado ao texto original, que na apresentação parecia  mais um daqueles romances históricos normais com um pé na culpa ancestral, com o agravante de um pedido de desculpas por pecados de um passado que pouco têm a ver com a gente.

O resto, aqui.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *