When I’m sixty-four

Felizmente não sinto mais medo de terminar os meus dias como o mendigo aí da capa do meu livro...

Felizmente não sinto mais medo de terminar os meus dias como o mendigo aí da capa do meu livro…

— Quantos anos tem o sô Alan? — perguntou a Ivete em nossa reunião matinal da última quinta.

— Vai fazer 69 em fevereiro, por quê?

— Parece mais, parece 70. A senhora então é mais velha que ele?

— Como assim, Ivete? Eu pareço ter mais de 70?

— Não… quantos anos a senhora tem?

— Vou fazer 61 neste domingo.

— Ah, é, parece menos de 60…

Pois é. Calhou de este domingo, dia de crônica, ser meu aniversário de 61 anos (e também o dia da semana em que nasci, oba), mesma idade que minha mãe tinha quando perdeu a dela, só que dormindo, saudável, tranquila, na própria cama. Quisera eu.

E por que falar sobre isso agora?

 

O resto, aqui.

 

 

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